Time do MT conta com único estrangeiro nas quartas de final do Brasileiro de goalball

qua, 28 set 2022 15:12:37 -03:00



Patrício Finolli, é o único estrangeiro do Campeonato Brasileiro de goalball - série A. | Foto: Divulgação/Renan Cacioli/CBDV

Patrício Finolli, é o único estrangeiro do Campeonato Brasileiro de goalball - série A. | Foto: Divulgação/Renan Cacioli/CBDV

Um dos estrangeiros do Campeonato Brasileiro de goalball 2022 – série A, o argentino Patrício Finolli jogará as quartas de final da competição nesta quinta-feira, 29, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. 

O atleta é um dos jogadores do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat/MT), equipe que enfrentará o Cetefe/DF, às 11h, por uma vaga nas semifinais. Depois, os semifinalistas se enfrentarão na tarde da próxima sexta-feira, 30, em busca de um lugar na final. 

A disputa pelo bronze, que ocorrerá no sábado, 1º de outubro, a partir das 8h40, será transmitida pelo Facebook e o YouTube do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). E as finais, tanto a masculina como a feminina (veja mais abaixo), terão transmissão do SporTV 3. A decisão do torneio masculino será no sábado, a partir das 10h. E é nessa partida que Patrício almeja estar. 

Desde 2011 defendendo equipes brasileiras, o argentino chegou recentemente ao Icemat/MT, clube no qual joga ao lado de Romário, atleta da Seleção Brasileira de goalball e medalhista de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Patrício nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, e já praticou três modalidades além do goalball: atletismo (lançamento de dardo e disco), triatlo e torball.

Quando criança, a professora alertou sua mãe sobre a dificuldade em enxergar o quadro e completar as atividades. Aos 8 anos, ele descobriu ter retinose pigmentar. Ele passou por quatro cirurgias oftalmológicas em Cuba, mas não obteve os efeitos desejados.

Ele conheceu o esporte paralímpico em uma escola para pessoas com deficiências visuais, onde começou a praticar o torball, modalidade semelhante ao goalball, na qual foi campeão mundial em 2004. 

Criado na França, o torball também é disputado por atletas cegos ou com baixa visão. A diferença para o goalball está na execução da jogada. 

No torball, a bola é lançada por baixo de três cordas esticadas no meio da quadra. Elas ficam a 40 cm do solo, com dois guizos nas pontas. A penalidade máxima é marcada se a bola tocar em algumas das cordas.

Depois de migrar para o goalball, o argentino foi convidado para integrar o time Acesa/SC em um amistoso de equipes do Sul do Brasil. O convite foi feito por Roger Scherer, técnico da seleção de jovens feminina e preparador físico da Seleção Brasileira em 2019.

Após passar pelo time catarinense, Patrício também defendeu as cores do Instituto de Cegos da Paraíba (ICP). Três anos depois, retornou à equipe do sul, na qual conquistou mais dois campeonatos regionais. Nesse período, o jogador ainda ficou em segundo lugar na lista de goleadores do Brasileiro de 2016, com 26 gols.

Além de Patrício, o Campeonato Brasileiro de goalball teve mais três estrangeiros. Na chave masculina, a já eliminada Uniace/DF contava com o espanhol Javier Calero. Já na feminina, as irmãs argentinas Mariela Elizabeth Almada  e Graciela Soledad Almada defenderam a também já eliminada Adevlasc/SC. 


Confira a tabela de jogos das quartas de final masculina:

08h30 - Santos/SP x Urece/RJ
09h20 - Sesi/SP x Apace/PB
10h10 - IRM/PR x Athlon/SP
11h - Cetefe/DF x Icemat/MT

Feminino

A terceira rodada do Campeonato Brasileiro de goalball feminino definiu as oito equipes que disputarão as quartas de final, nesta quarta-feira, 28.

O Sesi/SP, vice-campeão em 2021, somou três vitórias até agora. Essa é a mesma campanha da AMC/MT. O time paulista, no entanto,  tem um saldo de gols melhor (23 a 19).

Pela primeira vez, a final feminina de goalball será transmitida ao vivo no SporTV 3. Em 2021, o jogo entre Cetefe-DF e Sesi-SP foi gravado e exibido em VT no dia seguinte. A decisão feminina está marcada para sexta-feira.

"Não imaginava a dimensão que conseguiríamos alcançar. Claro que é fruto de muito trabalho e dedicação que vem de uma história lá atrás", disse a ala Carol Duarte, da AMC/MT, uma das pioneiras da modalidade.

"Nós, mulheres, representamos o Brasil nos primeiros Jogos Paralímpicos de Atenas 2004, primeira edição que contou com o goalball.  E seguimos representando o Brasil nas edições seguintes. Agora, ter a transmissão ao vivo da final no SporTV será uma consagração para todas nós", finalizou.

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)


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O goalball é uma modalidade patrocinada pelas Loterias Caixa.

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