Campeão paralímpico divide pódio com sobrinho durante Brasileiro Loterias Caixa de atletismo

sáb, 07 mai 2022 15:18:46 -03:00



Daniel (à dir.) disputa liderança dos 400 m com Samuel. Ambos são acompanhados por Gustavo | Foto: Marcello Zambrana/CPB

Daniel (à dir.) disputa liderança dos 400 m com Samuel. Ambos são acompanhados por Gustavo | Foto: Marcello Zambrana/CPB

O paulista Daniel Martins, 26, do clube AMEI/SP, conquistou a medalha de ouro nos 400 m da classe T20 (para atletas com deficiência intelectual) na manhã deste sábado, 7, durante o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de atletismo, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O tempo do atleta foi de 48s87, que seria a segunda melhor marca do ano na prova em 2022.

A competição foi realizada simultaneamente com o Campeonato Brasileiro de halterofilismo. Ambos os eventos começaram na última quinta-feira, 5, e terminaram neste sábado. Ao todo, 732 atletas se inscreveram para os dois campeonatos. 

Daniel dividiu o pódio com Samuel Conceição, 22, do clube ADC SÃO BERNARDO/SP, medalhista de prata ao percorrer o percurso em 49s35, e com o seu sobrinho Gustavo Dias, também da AMEI/SP, que completou 22 anos na última quinta-feira e terminou os 400 m em 50s40.

"Eu comecei a correr antes e ele se interessou. No início, fui contra [risos]. Eu já levava o atletismo a sério e imaginei que ele não levaria. Mas, hoje, vejo que ele está bem e espero que tenha sucesso", disse Daniel, que é tricampeão mundial e foi campeão paralímpico nos Jogos do Rio 2016.

Antes dos Jogos de Tóquio, o paulista de Marília teve Covid-19. A doença prejudicou seu rendimento na capital japonesa e ele ficou fora da final, na quinta colocação em sua etapa, com o tempo de 50s10. Agora, Daniel, que é detentor do recorde mundial nos 400 m, tenta recuperar o ritmo. "Antes da Covid-19, eu cheguei a fazer a prova em 46s86, no ano de 2019, em São Paulo. Estou treinando firme para retomar o meu melhor desempenho", completou.

Até hoje, esta é a melhor marca do planeta nos 400 m na classe T20. O tempo feito por Daniel há três anos, na capital paulista, é um segundo acima do registrado por Kirani James, de Granada, que foi bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com 45s09.

Enquanto Daniel tenta fazer os 400 m na casa dos 46s novamente, seu sobrinho Gustavo busca superar o tio. "Ele é o melhor do mundo e eu me inspiro nele, mas quero vencê-lo nas competições e chegar ao posto em que ele está hoje", disse o atleta, que também foi para Tóquio e terminou sua etapa na sexta posição, com 51s12. Assim como seu tio, não avançou à final.

Se Daniel e Gustavo duelam pelas primeiras posições nos torneios que disputam, pelo menos, em uma coisa, ambos concordam: "É uma emoção dividir o pódio com o meu sobrinho", disse Daniel. "Já compartilharmos treinador, clube e é uma alegria conquistarmos medalhas juntos", completou Gustavo.

O Campeonato Brasileiro de atletismo também foi marcado pela quebra do recorde mundial no arremesso de peso da classe F52 (para cadeirantes). A paulista Beth Gomes, 57, atingiu a marca de 8,45 m e superou os seus próprios 7,80 m, registrados em setembro de 2019, também no CT Paralímpico.

Halterofilismo
No último dia de disputas do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de halterofilismo, duas atletas quebraram recordes brasileiros em suas categorias. Maria Luzineide de Oliveira (até 50 kg) levantou 92 kg e superou a marca anterior de 91 kg. Já a carioca Tayana Medeiros (acima de 86 kg) bateu seu próprio recorde nacional ao levantar 139 kg.

A marca anterior era de 133 kg, registrada também no CT Paralímpico, durante a Primeira Fase Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa de halterofilismo de 2022, no último mês de abril. O peso suportado por Tayana neste sábado a deu o título de melhor supino feminino do Campeonato Brasileiro. Nesta disputa, que considera apenas os quilos absolutos levantados, independentemente da categoria, a carioca superou Mariana D'Andrea (até 73 kg), campeã paralímpica em Tóquio.

Nesta sexta, 6, a paulista de Itu estabeleceu um novo recorde brasileiro para a sua categoria ao suportar 138 kg, marca maior à que lhe garantiu o ouro na capital japonesa.

Os Campeonatos Brasileiros começaram a ser organizados e realizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 2018. Desde então, apenas em 2020 não houve competições, devido à pandemia de Covid-19. Além dos torneios de atletismo e halterofilismo, haverá disputas de outras duas modalidades até o fim do ano. O Brasileiro de natação ocorrerá entre os dias 12 e 14 de maio, também no CT Paralímpico, enquanto o de tiro esportivo será realizado de 21 a 23 de outubro, no Rio de Janeiro.

Time São Paulo 
As atletas Beth Gomes e Mariana D'Andrea são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo que beneficia 57 atletas de 11 modalidades. 

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível 
As atletas Beth Gomes e Mariana D'Andrea são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 70 atletas e sete atletas-guia. 

Patrocínios
O atletismo tem o patrocínio da Braskem e das Loterias Caixa.
O halterofilismo tem o patrocínio das Loterias Caixa.

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Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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