Com maior participação feminina nos Jogos Paralímpicos, atletas apontam inclusão e legado após Tóquio

sex, 08 out 2021 21:26:29 -03:00



As judocas Alana Maldonado, Lúcia Araújo e Meg Emmerich exibem suas medalhas durante os Jogos de Tóquio | Foto: Matsui Mikihito/CPB

As judocas Alana Maldonado, Lúcia Araújo e Meg Emmerich exibem suas medalhas durante os Jogos de Tóquio | Foto: Matsui Mikihito/CPB

A lista dos nomes dos atletas com deficiência que viriam a compor a delegação brasileira em Tóquio trouxe várias novidades, entre elas, uma em especial: a maior participação feminina em Jogos Paralímpicos da história. Dos 259 atletas convocados, 96 foram mulheres, o que representou 37% do total da delegação convocada. Apesar da participação feminina ainda ser inferior que a masculina em números, a porcentagem ainda foi maior na última edição, no Rio 2016, quando 30% da equipe brasileira era composta por mulheres.

Desde 2004, a participação feminina vem ganhando força na delegação brasileira graças ao aumento da divulgação do paradesporto nas mídias e, principalmente, das iniciativas de promoção do paradesporto em diversas cidades. Segundo o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, a expectativa é que, nas próximas edições do megaevento paradesportivo, a proporção entre homens e mulheres seja igualitária. "Eu vejo a participação das mulheres no esporte paralímpico e percebo que estamos ali para mostrar nossa força, mostrar do que somos capazes e estamos aumentando o número de mulheres por edição e de conquistas de medalhas", comenta a judoca Alana Maldonado, medalhista em Tóquio 2020. 

*Confira a descrição dos gráficos clicando aqui.

 


As medalhas das brasileiras

Ao todo, as atletas brasileiras foram responsáveis pela conquista de 29 medalhas para o Brasil, sendo sete de ouro, oito de prata e 14 de bronze.  A nadadora Carol Santiago, que subiu ao pódio cinco vezes em Tóquio para receber três ouros, uma prata e um bronze, apontou a importância da atuação feminina nos Jogos para futuras gerações. "Eu vejo que foi uma atuação maravilhosa, foi incrível o que nós mulheres fizemos. Foi de grande importância depois de 17 anos termos uma medalhista de ouro, serve de referência para as meninas que estão começando, o sonho ficou mais real”, disse a atleta pernambucana da classe S12 (para atletas com deficiência visual).

Na percepção de Carol, que tem uma síndrome chamada de Morning Glory, condição rara que atinge o sistema nervoso e reduz sua visão, a delegação de vagas exclusivas para as mulheres na natação foi essencial para aumentar as chances das atletas: "O [técnico] Leonardo Tomasello teve a sensibilidade de tornar possível que mulheres estivessem em grande quantidade na seleção brasileira. No Movimento Paralímpico, que é inclusivo na sua essência de existência, uma pessoa que tem deficiência não vai competir com uma pessoa do convencional, mas quando se trata de formar uma seleção ele não é inclusivo, só participam os melhores. Então, o Tomasello abriu mais oportunidades para mulheres, dividindo as vagas, igualando as possibilidades", conta a nadadora.

Finalizar um ciclo com conquistas em representatividade e medalhas traz satisfação e um sentimento de missão cumprida para as atletas que agora fazem parte da história e se tornaram fonte de inspiração para as novas gerações de mulheres do esporte. Débora Menezes, medalha de prata no parataekwondo em Tóquio 2020, deixou uma mensagem sobre conquistas para todas as mulheres PcD. "Seja dona do seu próprio caminho e seja muito feliz com as escolhas que fizer, sonhar é mais do que possível, é acreditar no seu próprio interior e fazer as pessoas sonhar com você para realizá-los", disse a campeã paralímpica.

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