Gastronomia, geografia e história
Gastronomia
Quem nunca escutou falar dos famosos espetinhos de escorpião ou
gafanhoto na China? Para provar as iguarias basta ir ao bairro
Wangfujing, no centro da cidade. Na Wangfujing Xiaochijie (“rua de
comida pequena”) é possível saborear lacraias, perninhas de sapo,
bichos-da-seda e estrelas-do-mar. As comidas, um tanto estranhas para
os brasileiros, são uma herança do programa de coletivização da
agricultura no final dos anos 50, quando os chineses passaram fome e
comiam o que encontravam. Poucos turistas arriscam provar as iguarias,
mas todos querem ver e tirar fotos do cardápio.
O pato assado
é um dos pratos típicos da capital. Ele é feito no forno, assim como um
frango brasileiro. O menu tradicional chinês é conhecido como “cozinha
imperial”. As refeições chamam a atenção pelo requinte na hora de
preparar e na decoração dos pratos.
Os moradores de Pequim
comem muitos salgadinhos. É possível encontrar alguns de arroz e batata
doce, como no Brasil. Mas existem alguns de tripas de animais fritas
(Bao Du) ou cabeça de ovelha fervida (Bai Shui Yang Tou).
Nas ruas da capital chinesa também existem barracas vendendo frutas caramelizadas, um dos doces típicos do país.
Geografia
Situada na planície chinesa do norte, a capital chinesa é cercada por
montanhas ao norte e oeste. A Muralha da China foi estrategicamente
construída perto das montanhas para defender a cidade dos ataques. O
ponto mais alto de Pequim é o Monte Dongling, com 2030 metros de
altura. Os rios que cruzam a capital são o Yongding e o Chaobai. A
vegetação é rasteira, onde predominam os estepes.
História
Os chineses falam com orgulho sobre os 5 mil anos de história do seu
país. Pequim é a capital da China desde 1279 e seu nome significa
“capital do norte”, devido a posição da cidade. Existem registros de
habitantes no local de 1 mil anos antes de Cristo.
Pequim
está localizada no norte da China, também conhecida como Zhongguo
(Reino Médio, em chinês). O deserto de Gobi, na oeste da cidade,
provoca tempestades de areia na primavera, calor intenso no verão e
muito frio no inverno.
Para uma capital, pode-se afirmar que
sua localização é atípica. A capital chinesa fica na fronteira,
local estrategicamente escolhido para que o imperador conseguisse
defender as planícies verdes do sul contra os invasores do norte. As
muralhas foram construídas no século 8 a.C ao norte da cidade. O
objetivo era afastar os invasores, o que nem sempre funcionava.
Os
mongóis foram os primeiros a tornar Pequim sua capital. Durante a
dinastia Ming os nativos recuperaram a cidade, mas em seguida os manchu
a invadiram e fundaram a dinastia Qing.
Beijing também é
conhecida como “cidade proibida”. O nome surgiu por conta do lugar onde
fica o Palácio Imperial da China, onde todos os habitantes da cidade
eram proibidos de entrar.
Os japoneses ocuparam Pequim entre
1937 e 1945. A partir de 1949, o governo comunista impôs reformas
econômicas que resultaram em um grande crescimento. Atualmente, Pequim
é uma cidade grande que se multiplica a todo instante. De tempos em
tempos são construídas avenidas sobre avenidas, linhas de trem sobre
rodovias e arranha-céus erguidos numa velocidade impressionante. A
poluição e o trânsito pesado se tornaram um problema para os moradores
e visitantes de Pequim. As ruas são tomadas por bicicletas que é um dos
meios de transporte da capital chinesa.
Mesmo com todas as
dificuldades, Pequim é o coração da China, onde o nacionalismo pode ser
visto a cada esquina. A cidade é considerada um centro político e
cultural.





